maio 2019 - Instituto Água Viva

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Sem água e energia, população de Junco (BA) enfrenta dificuldades

A população do povoado de Junco, interior de Casa Nova, na Bahia, vem enfrentando muitas dificuldades em seu dia a dia: a produção de farinha de mandioca, que era a principal fonte de renda da localidade, foi interrompida pela falta de água. A estiagem afeta a cidade há, pelo menos, 10 anos, fazendo com que o acesso à água seja prejudicado.

O engenheiro e coordenador de projetos e planejamento do Instituto Água Viva, Rafael Correia Gonçalves, conta que foi até a localidade em abril deste ano e constatou os principais problemas enfrentados pelo povo sertanejo. “Fizemos uma visita em campo e coletamos informações com 28 famílias da região. Pude perceber que o povo de Junco gosta de morar lá e não tem a pretensão de morar fora. No entanto, eles têm enfrentado muitas dificuldades por conta da falta de água”, explica.

A solução, segundo o engenheiro, seria a instalação de uma adutora na cidade. “A comunidade de Junco fica às margens da represa de Sobradinho, então uma adutora seria uma saída viável para melhorar a qualidade de vida do povo sertanejo e uma forma de possibilitar que eles voltem a trabalhar com a produção da farinha de mandioca. É o que eles sabem e amam fazer: plantar, colher e produzir”, completa Rafael Correia, que finalizará um relatório com um diagnóstico sobre o local nos próximos dias.

Realidade do Sertão

Morador de Casa Nova e representante da base de Junco, Reginaldo da Costa presencia as dificuldades enfrentadas na região. Segundo ele, a cidade já ficou conhecida como Terra do Ouro Branco pela alta produção de mandioca. Agora, há poucas casas que produzem o alimento.

“Na época de ouro, eram cerca de 60 a 70 casas. Hoje, devem ter umas quatro. Praticamente todas as famílias cultivavam mandioca e viviam da colheita deste produto. A terra daqui era muito fértil, mas a falta de água fez com que as casas fechassem. Chegamos a ficar oito anos sem chuva. Quem tinha plantação, perdeu sua fonte de renda. Algumas famílias sobrevivem de criações de cabras e ovelhas, outras dependem de programas sociais”, conta Reginaldo.

Além da dificuldade no acesso à água, Junco ainda passa por outras problemas pela falta de energia elétrica e no acesso a serviços de saúde. “A energia existente é por meio de placas solares, então comporta apenas as lâmpadas. Não há acesso a equipamentos eletrodomésticos, como liquidificador e geladeira, por exemplo. Também não há postos de saúde. Os sertanejos são atendidos apenas quando a unidade móvel do IAV passa pela região ou quando se deslocam para o Centro de Casa Nova, que fica a 45 quilômetros”, completa.

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Plantio transforma vidas no Sertão

Com o intuito de transformar a vida dos moradores de Marruá, na Bahia, a horta comunitária já abrange mais de 20 famílias. O coordenador do projeto, Thiago Neves, conta que o projeto foi implantado há dois anos e meio em um terreno do Instituto Água Viva e reformulado nos últimos seis meses.

“No início, o espaço funcionava apenas com a colaboração dos sertanejos. Agora, ele foi subdividido e distribuído entre as famílias, então cada uma tem um espaço próprio, onde planta, cuida, consome e vende os produtos. Ou seja, além de se alimentar dos produtos, a horta comunitária é um instrumento de geração de renda que transforma a vida das famílias sertanejas. Ao todo, cerca de 120 pessoas participam diretamente do projeto”, completa Neves.

Além do local para o plantio, o espaço conta com profissionais do IAV que auxiliam os sertanejos com informações e preparo.

Geração de Renda

O projeto de Geração de Renda gera oportunidades de emprego e empreendedorismo social em várias localidades do Sertão. Famílias que não haviam perspectiva de futuro, hoje, podem acreditar em um amanhã muito mais promissor por meio de fábricas de camisas, bonés, brinquedos e instrumentos musicais. Saiba como apadrinhar um de nossos projetos e colaborar para que o IAV continue atuando no Sertão!