outubro 2019 - Instituto Água Viva

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Amigo do Sertão: saiba como ser um!

Os desafios do Sertão são enormes: o semiárido nordestino é uma área de extrema pobreza e vulnerabilidade social, onde quase nenhum projeto governamental está inserido, e os índices do IDH estão entre os piores do país. O Instituto Água Viva escolheu transformar e impactar esta região, queremos ser esperança em meio a desesperanças.

Acreditamos na causa e temos grande orgulho do que fazemos e por quem fazemos. No mês das crianças, queremos incentivar mais pessoas a fazerem parte desta campanha. Por isso, o Instituto Água Viva lança um desafio para todos os nossos parceiros: ser um Amigo do Sertão!

Amigo do Sertão: como funciona?

Em quatro anos de atuação no Sertão, conseguimos abranger 2700 crianças em 63 escolas. Nossas escolas sociais estão crescendo, mas queremos muito mais! Nosso objetivo é aumentar o número de crianças atendidas no próximo ano, em 24%. Para isso, precisamos abrir mais escolinhas de futebol, balé, música e informática. E não só abrir, mas dar possibilidades para que as crianças cheguem até às escolas e tenham condições alimentares.

Como se tornar um Amigo do Sertão?

Temos milhares de crianças esperando por um apoio de um amigo. Se você quer nos ajudar a transformar a vida delas e proporcionar mais educação e lazer, entre em nosso site e escolha o valor que quer contribuir por mês. A cada R$ 30, você ajuda uma criança a alcançar muito mais oportunidades.

Todo o valor será destinado integralmente para as escolas sociais de esporte, balé, informática, música e inglês. Ao se tornar um Amigo do Sertão, você receberá um relatório trimestral sobre como as escolas estão crescendo e como os alunos estão melhorando.

Contamos com você!

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Hidroponia: dificuldades encontradas na produção de alface hidropônica no Sertão Nordestino

O sistema de produção que utilizamos nas duas estufas em Chapada do Avelar (Casa Nova-BA) é o Fluxo Laminar de Nutrientes – NFT (Nutrient Film Technique). Nesse sistema, as plantas são colocadas em orifícios feitos ao longo do perfil ou tubo de PVC, de modo que somente as raízes se estendam para dentro do perfil/cano. Dentro desses, flui constantemente um filme fino de solução nutritiva, entrando em contato com as raízes.

Esses perfis/canos, são dispostos com uma pequena declividade, facilitando o escoamento da solução nutritiva que entra pela parte mais alta e escoa através das raízes até a parte mais baixa e retorna ao reservatório da solução. Para posterior bombeamento e recirculação no sistema.

Nesse sistema, em meio ao sertão nordestino, temos enfrentado muitos desafios e dificuldades. Apresentaremos uma série das principais dificuldades:

– Água: a qualidade e a disponibilidade da água é essencial na hidroponia, já que a planta tem um contato direto com ela. A água do nosso poço artesiano é salobra, não sendo recomendada a sua utilização no sistema. Devido a isto, a água utilizada é adquirida de caminhões-pipa, o que tem elevado o custo de produção e permite algumas doenças, devido ao não tratamento e a falta de qualidade.

– Comercialização: a comercialização define o sucesso – ou não – em qualquer atividade. A alface hidropônica é altamente perecível, então sua comercialização tem que ser rápida, ter um mercado consumidor bem próximo e um bom canal de venda. Nosso projeto está situado na zona rural do município de Casa Nova, afastado da sede do município (13 km).

Mais próxima à sede do município, existem dois outros produtores e, como o município tem uma pequena população, o mercado local está saturado devido à grande oferta do produto. Outro fator é o baixo consumo da alface pela população local. Com isto, temos tido uma grande dificuldade de comercializar a alface que produzimos causando perdas.

Para reverter isto, estamos prospectando outros mercados próximos, como Petrolina e Juazeiro. Recentemente nos reunimos com a direção do Centro Público de Economia Solidária – CESOL, de Juazeiro, para nos auxiliar nessa comercialização, já que esta entidade atua na divulgação e comercialização para Empreendimentos da Economia Solidária e Agricultura Familiar no território do Sertão do São Francisco.