setembro 2020 - Instituto Água Viva

5

MAIS DE 100 MIL MÁSCARAS DOADAS

O Instituto água Viva apoiou mais uma iniciativa para contenção da pandemia do COVID-19 e doou 2,5 mil máscaras para a ADRA-ES que foram entregues às famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social na grande Vitória-ES. Essa foi mais uma iniciativa do IAV que desde o início de março já fabricou e doou mais de 100 mil máscaras. Mais do que nunca, neste momento de pandemia que afeta milhões de brasileiros, é hora de unir os esforços para abençoar aqueles que pouco podem fazer por si.

O IAV trabalha na geração de renda com diversas frentes, e em Aguada Nova-BA possuiu uma fábrica têxtil de uniformes, camisas e bonés. Com o surgimento da pandemia, o Instituto decidiu mudar o foco de produção para conseguir auxiliar as famílias brasileiras do sertão e das cidades, afinal, estamos todos no mesmo barco.

Com a situação delicada em que o mundo está passando não há distinções quando o assunto é a pandemia, por isso, o Instituto Água Viva decidiu que neste momento o sertão tem a oportunidade de contribuir com as comunidades urbanas no combate a pandemia. “Se eu pudesse falar com as pessoas que irão receber estes donativos, eu diria: essas máscaras foram confeccionadas por um povo forte, de valor, mas que mora em uma região muito mais carente da que temos aqui. Mas mesmo assim eles fizeram estas máscaras para vocês e gostariam que ao usar, lembrar que eles fizeram com carinho”, finaliza, Carlisnton Lima.

9

PAR PERFEITO

A BAILARINA E O JOGADOR DE FUTEBOL

Quando propósitos se unem, todo mundo sai ganhando…
Ela bailarina, ele jogador de futebol. Ela flutua, ele corre. Ela gira, ele dribla. Ela céu, ele mar

1º de setembro é dia da bailarina e do educador físico. Conheça a história dos nossos coordenadores de futebol e Ballet, que deixaram a vida em um grande centro urbano para viverem a simplicidade do sertão. Coincidência ou não, esse casal combina até nisso!
“Foi no ano de 2019, quando parecia que a vida seguiria sem grandes surpresas, uma ligação mudou tudo. No começo resisti, não dei muita bola, mas bola é meu destino, minha história. A escola de esportes do Instituto Água Viva em constante crescimento precisava de um professor de educação física, preferencialmente um ex-jogador de futebol. Ao ser apresentado ao projeto, foi quase irresistível… eu sentia que precisava daquilo, que seria bom para minha vida” Conta Joseph Reis.
“Quando ele me falou pensei que era uma grande loucura, deixar Vitória com 02 filhos pequenos para morar no sertão nordestino, mas ainda assim decidimos considerar a proposta. Após alguns meses a decisão estava tomada. Partiu sertão, um novo começo e novas histórias”. Revela Sâmella Reis.


Quando chegaram ao destino depararam com uma realidade completamente diferente. Com 18 escolas de futebol para coordenar, o trabalho era grande. Cada escola em um canto do sertão, quilômetros e quilômetros separando uma escola de outra. A intensidade do sol revelava a força do povo nordestino. E não muito tempo depois os resultados começaram a chegar. Os treinadores sendo acompanhados de perto tiveram seus trabalhos otimizados e as estruturas que precisavam ser ajustadas chegavam a seu ponto de equilíbrio. As matrículas, os controles de presença, os relatórios, toda a parte estrutural se encaixava. Já não faltava mais bola, colete e o reflexo na qualidade das aulas era perceptível. A satisfação de um bom trabalho era uma das maiores recompensas.
Sâmella com 8,5 anos de Ballet, com uma boa experiência em companhia de teatro viajando um ano pelo Brasil no projeto Jeová Nissi, e já tendo ensinado de ballet a crianças carentes, estava inquieta em casa. Bem nesse momento outra porta foi aberta. Mais uma escola de ballet seria inaugurada e a necessidade de alguém para coordenar nossas escolas era eminente. O cenário era ideal. Tínhamos as pessoas certas nos lugares certos. Foi então que o trabalho começou a se desenvolver de uma maneira diferente.
“Ver as meninas sertanejas vestidas com roupinha de ballet, conversar com as mães e ensinar princípio como cuidado, higiene e proteção do próprio corpo marcaram e marcam a história de nossas escolinhas do IAV”. Diz Sâmella. Hoje sabemos muito bem porque estamos aqui e acreditamos que estamos só começando. Muitas coisas legais ainda estão por vir e nossa ideia é ajudar o máximo de pessoas que conseguirmos, com amor e muito trabalho”. Comemora!


A história do Joseph e da Sâmella é apenas uma das muitas histórias que temos de pessoas que deixaram muitas coisas para trás, com o propósito de viverem a realidade da solidariedade e amor ao próximo. Você também pode fazer parte desta história… explore o nosso site e descubra como nos ajudar. O sertão também precisa de você!