Noite de graça no Circo Sperare

Nos corredores e salas da escola de ensino médio de Acauã, sertão do Piauí, muita correria e uma força-tarefa para arrumar mais de 100 bailarinas, atrizes e atores. É noite do segundo espetáculo artístico, que esse ano envolveu dança e teatro, promovido pelo Espaço Vida&Dança – projeto do nosso Instituto Água Viva na cidade. Cerca de 400 pessoas de todas as idades prestigiaram a “chegada” do Circo Sperare na noite do último sábado, dia 03.


Além da beleza das coreografias, a apresentação contou a história de artistas de um circo que decidem visitar uma pequena cidade, apesar de não terem muita perspectiva de lucro no lugar. Daí em diante, entre um ato e outro, o que se segue são exemplos de fé, perseverança, domínio próprio e outras virtudes incentivadas pelo soldadinho de chumbo, um dos principais personagens da peça.

Os números de dança encheram os olhos dos espectadores com marionetes, contorcionistas, malabaristas, mágicas, palhacinhas e leõezinhos, incorporados pelas alunas mais jovens da escola, que têm entre três e seis anos de idade. Foram três meses de ensaios intensos, mas no grande momento ainda costuma bater aquela ansiedade. É o que aconteceu com Elba, de 17 anos, que iniciou o curso há cinco meses: “Estou com medo de esquecer algum passo, mas acho que é só nervosismo, já está tudo gravado”, conta.

Ana Clara, de 12 anos, compartilha do nervosismo da colega. “É minha primeira apresentação e dá um pouco de vergonha, aquele frio na barriga, mas minha mãe me deu um beijo e disse pra ter calma, que vou lembrar de tudo”, disse. Do outro lado do palco, na plateia, uma mãe estava com o coração apertado. É dona Maria, que faltando poucos dias para o espetáculo viu a filha ser acometida por catapora e quase ficar de fora do grande dia, depois de meses de preparação.

“Foram dias difíceis, mas graças a Deus ela só perdeu um ensaio e hoje pode apresentar. Mas me perguntaram se tenho problema de coração, porque minha filha apresenta um número em que ela se joga. Bem, me garantiram que ela não se machuca”, compartilhou.  Durante a cena da filha, Mariele, a reação dos presentes foi audível. Todos se impressionaram com a bela “queda” da bailarina, que, após “escalar” algumas colegas, se jogou em uma fileira de braços formada pelas demais.

Para encerrar a espetáculo, o povo de Acauã assistiu a uma belíssima coreografia de balé clássico, conduzido pela professora e bailarina Clarice Fonseca. A leveza e delicadeza dos movimentos foi o fechamento perfeito para a noite especial, em que a magia e a graça do circo, em sua pureza e inocência, foram demonstradas a todos.

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