Projetos sociais: alfabetização de adultos no sertão

Os projetos sociais abrem os olhos para situações que ficam invisíveis à percepção da sociedade. No sertão, nós trabalhamos para mudar realidades por meio de diferentes ferramentas, sendo a educação uma das mais poderosas. Neste post, você vai conhecer algo que mexe com nossos corações: a alfabetização de adultos sertanejos. Veja mais!


Projetos sociais: por que investir no sertão?

Antes de te contar sobre um dos nossos projetos sociais em prol de adultos que não tiveram acesso à educação de qualidade, nós vamos explicar um pouco do que nos motiva mudar vidas. Você sabia que, dos quase 12 milhões de analfabetos brasileiros, 6,5 milhões são nordestinos? Pois é! Os números ficam ainda mais assustadores quando olhamos esses dados.

Em Marruá, uma das localidades em que nossos projetos sociais estão instalados, 32% da população nunca estudou. Além disso, nesse mesmo lugar, 55% tem o ensino fundamental incompleto e 5% da população conseguiu terminar o ensino médio, conforme mostrou uma das pesquisas que nós encomendamos para a CADI – Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral.

Alfabetização no sertão

Com esses dados, é inegável a necessidade de projetos sociais que mudem a realidade dos sertanejos. E essa é nossa bandeira! Em Marruá, nós instalamos uma escola de alfabetização para adultos, na qual a Irala Clicia de Souza Freitas é uma das coordenadoras.

Nela, os desafios são grandes! “Iniciamos o projeto com 17 alunas. Deste grupo somente duas sabem ler, fizeram até o 5° ano. Além disso, temos cinco alunos com analfabetismo funcional e dez com analfabetismo total”, contou Irala.

irala-educacao

Projetos sociais: diálogo com a realidade sertaneja

Quando nos deparamos com uma situação como essa, temos que ter muito cuidado e atenção à forma em que conduzimos nossos projetos sociais. No caso da escola de alfabetização, precisamos de contar com a ajuda de profissionais envolvidos com a causa, tendo o carinho necessário para passar seus ensinamentos de forma adaptada a cada demanda.

“Alunos analfabetos funcionais conhecem os códigos das letras, mas têm dificuldade para fazer as junções, não sabem exatamente o significado da palavra e assinam somente o nome. Já os analfabetos totais não conhecem nenhum código de letras”, explica Irala.

Imagine viver quando você não consegue ler, nem se expressar da forma que deseja? É o que acontece com uma parte da população sertaneja. O quadro é grave, prejudicando a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho e diminuindo as chances de terem uma vida com oportunidades melhores. Ajude-nos a reverter essa situação com nossos projetos sociais, o sertão clama por ajuda!

Contamos com você!