A CASA

Projeto novo, único e transformador.

A Casa Social é mais uma vertente do Instituto Água Viva que leva oportunidade para crianças de Lapão/BA. A Casa fica em Aguada Nova, dentro do Complexo Social de Lapão, no coração do sertão nordestino, e tem uma visão singular e interessante: Acolher crianças no contraturno escolar para que elas tenham uma experiência doméstica saudável.


"As crianças aqui passam algumas horas do dia tendo uma vivência saudável do que é morar dentro de uma casa com uma boa estrutura. Elas têm aula de culinária, assistem filmes na sala, brincam no quarto. Convivem em uma realidade que muito provavelmente seja diferente das que elas encontram em casa." Explica a Assistente Social Mônica Rosa.


O local tem a configuração de uma casa. Na sala encontramos sofá e TV. Na cozinha tem todos os aparatos culinários. Tem dois banheiros, para meninos e meninas. Nos quartos, uma sala de aula improvisada para reforçar algumas atividades escolares, e também uma brinquedoteca que elas amam. Tudo voltado à experiência doméstica saudável.


"A parte mais importante é realizar as atividades que nós planejamos em grupo de forma lúdica para as crianças. Não queremos que elas achem que aqui é outra escola em que elas precisam sentar na carteira e fazer o dever. Aqui é a casa delas, em que elas têm hora de estudar, hora de brincar, de comer, de assistir TV. E elas entendem isso e se entregam ao espaço." Afirma a assistente social.


As crianças têm idades entre 4 e 7 anos, e para participarem da Casa elas precisam estar matriculadas em alguma atividade de educação complementar ofertada pelo IAV, no Complexo de Lapão. Uma criança nessa faixa etária que faz aula de balé pela manhã, por exemplo, segue após a aula para a Casa e lá fica até a hora do almoço, quando é buscada pelo responsável e segue para a escola regular.


"Nossa expectativa é atender uma faixa etária ainda maior. Estamos estudando a possibilidade e nos organizando pra isso." sonha Mônica.


A ideia inicial do lar especial era acolher crianças e mulheres vítimas de abuso sexual e outros tipos de violência, mas o projeto foi mudando à medida que algumas dificuldades burocráticas aconteceram, mas a essência da proposta se manteve: trazer conforto e acolher as famílias locais, principalmente para crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social.


"No início tínhamos outra ideia, mas envolvia muita jurisdição, até que fomos conversando sobre a possibilidade de trazer as crianças para uma casa feliz, saudável e usar disso para complementar a vivência delas dentro do complexo. As propostas foram se ajustando e chegamos na Casa. Está dando tão certo e já pensamos em crescer." Revela o Líder local, Levi Liberato.


O sonho é um dia expandir a CASA para receber dezenas de criança dos povoados da cidade e gerar nelas um sentimento de pertencimento e de modelo de vivência saudável de forma que elas cresçam com perspectivas de compor um modelo de família estruturada.