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Crianças e adolescentes do Sertão em Cena constroem árvore cronológica sobre Rachel de Queiroz e montam exposição sustentável

há 6 horas
2 min de leitura

A literatura do sertão e o cuidado com o meio ambiente estiveram no centro das atividades do Sertão em Cena. Na Chapada do Avelar, em Casa Nova (BA), as turmas de crianças e adolescentes que participam do Instituto Água Viva dedicaram suas oficinas à vida e à obra de Rachel de Queiroz, uma das maiores vozes da literatura brasileira e retratista do semiárido nordestino. Já em Mirangaba (BA), as crianças assinaram uma exposição sustentável produzida com materiais reaproveitados.



Em Casa Nova, a proposta foi transformar a biografia da escritora cearense em uma árvore cronológica construída pelas próprias crianças. Ramo a ramo, os alunos mapearam o nascimento e a infância da autora, suas principais obras, entre elas O Quinze, romance que a projetou nacionalmente ainda na juventude, o ingresso na Academia Brasileira de Letras, onde se tornou a primeira mulher a ocupar uma cadeira, além de outras conquistas e do seu falecimento.


Mais do que memorizar datas, a atividade aproximou os estudantes de uma autora que narrou o mesmo território onde eles vivem, a seca, a migração, a força das mulheres sertanejas. Ao ver a própria paisagem transformada em literatura reconhecida em todo o país, os alunos passam a enxergar valor no lugar de onde vêm.


Em Mirangaba, a exposição sustentável seguiu a mesma lógica de protagonismo. As crianças criaram e expuseram trabalhos a partir de materiais reaproveitados, exercitando na prática o letramento ecológico que atravessa toda a proposta pedagógica do projeto.



Arte e sustentabilidade que transformam vidas no semiárido nordestino


Por meio de oficinas gratuitas de música, dança e contação de histórias, o Sertão em Cena leva arte, aprendizado e consciência ambiental a crianças e adolescentes de 4 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social no semiárido da Bahia e do Piauí. A iniciativa do Instituto Água Viva (IAV) descentraliza o acesso aos bens culturais e promove letramento ecológico e inclusão, ressignificando a realidade infantojuvenil dessas comunidades.


Com proposta pedagógica de 12 meses, o projeto ocupa o contraturno escolar com atividades artísticas e culturais que desenvolvem competências cognitivas, sociais e ambientais. A inserção de linguagens como o canto coral, o ensino de instrumentos musicais, o movimento corporal e a narrativa oral atua diretamente na plasticidade cerebral dos beneficiários: a prática artística exige concentração, memória e raciocínio lógico, competências que se transferem para a sala de aula, melhoram a absorção de conteúdos e combatem a evasão escolar.


Para Letícia Amaral, coordenadora do pilar de educação do Instituto Água Viva, ao integrar ritmos regionais, narrativas da cultura popular e educação ecológica, o projeto ensina crianças e adolescentes a valorizarem o território onde vivem. "Ao entenderem sua história e o valor de seu ecossistema, deixam de ser espectadores passivos da realidade para se tornarem agentes transformadores de suas comunidades", explica.


Realizado com recursos viabilizados pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), em parceria com o Ministério da Cultura, o Sertão em Cena conta com o apoio estratégico de empresas como Grupo Fortlev, Enepol, Perfilados Rio Doce, RDG Aços do Brasil, Extrabom e BR Consórcios.


Informações à imprensa

Mariane Gagulich



 
 
 

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