ROTA DA CULTURA E DA OPORTUNIDADE

Atualizado: Mai 21



A BR 407 tem mais de 1.500 km de extensão, sendo a principal rota de viagem para quem vai de Petrolina/PE para a capital do Piauí, Teresina. Entre esses cerca de 650 km, está Acauã, cidade no coração do sertão piauiense, onde o Instituto Água Viva desenvolve alguns projetos de geração de renda. A partir do mês de maio foi entregue a comunidade uma nova opção de garantia do sustento de moradores da região e encantamento para os viajantes: a Acauã Store.



Localizada na parte frontal do galpão do Instituto, às margens da rodovia. A loja surge como um espaço para exposição dos produtos fabricados nos projetos Acauã Brinquedos e Acauã Instrumentos Musicais. São brinquedos pedagógicos de madeira, violões, ukeleles e cajóns fabricados por jovens e adultos da cidade que obtém desses produtos o incremento da renda familiar.


Atualmente 12 famílias são beneficiadas pelos projetos de geração de renda do IAV, em Acauã. “Essa loja é um sonho antigo para dar visibilidade ao trabalho realizado na cidade em parceria com o Instituto e também manifestar nosso orgulho do que é produzido aqui, tudo marcado pela rica cultura do sertão”. Conta Wellington Fonseca, coordenador dos projetos.


A loja foi pensada para valorizar a cultura sertaneja não apenas pelos produtos que comercializa, mas pelo design, de inspiração rústica. E na Acauã Store os moradores das redondezas e viajantes também poderão conhecer e adquirir produtos confeccionados por pessoas da comunidade.


Um exemplo é a Josefa Julia, mais conhecida por “Zefinha”. Há quase três anos ela participou

de um curso de confecção de sabonetes artesanais e aromatizadores de ambiente, oferecido por uma voluntária que visitava Acauã. Juntou-se com outra aluna e amiga e daí nasceu a “Mundim Cheiroso”, seus produtos perfumam e colorem algumas das prateleiras da loja.


E o nosso desejo é ver mais e mais iniciativas e empreendimentos ganhando espaço na Acauã Store e muito além dela, trazendo orgulho e melhores perspectivas para o povo sertanejo. “O que a gente faz aqui é valorizar o trabalho artesanal, é mostrar que o sertão é muito mais rico do que a maioria das pessoas imagina, é dar perspectiva e oportunidade”. Conclui Fonseca.